Ailton Amélio

categorias

histórico

Placebo: quando a versão é mais importante do que o fato!

Ailton Amélio

Por ai está cheio de “terapias alternativas”, curas milagrosas, métodos para ficar rico, técnicas para conquistar pessoas, controle da mente, etc.

Grande parte dessas magias, cursinhos e treinamentos é conduzida por leigos, magos, gurus e charlatões.

Podem funcionar? Podem!

Podem ser inócuos? Podem!

Podem prejudicar? Podem!

Muitas vezes, para quem crê, o placebo (tratamento inócuo) faz efeito!

Neste caso, o importante é a crença no “remédio”: remédios milagrosos, reza brava, regressões, progressões, digressões, alucinações… bobações!

Para quem acredita, o placebo altera os ânimos, motiva e dá esperanças. Isso pode alterar a bioquímica corporal e o estado psicológico. Todas essas alterações podem alterar a autoconfiança e as ações e, por isso, conduzir à cura e ao sucesso!

Outras vezes, o placebo ocupa o lugar do tratamento eficaz e prejudica quem está com problemas. Experimente tomar comprimidos de farinha de trigo (placebo) para tratar uma infecção grave ou um câncer, por exemplo!

Tratamento psicológico é complexo! Não é para ser praticado por principiantes e por aqueles que fizeram um cursinho de fim de semana!

A versão pode ser mais importante do que os fatos!

A crendice humana é ilimitada!

 

Pratique a sua crença predileta!

Se não funcionar, se o problema for psicológico, procure um psicólogo. Se o problema for físico, procure um médico.

Se você quer, simplesmente, gastar seu dinheiro e não sabe como, mande para uma instituição de caridade.

 

Ps. Para aqueles que não estão com disposição para procurar no dicionário ou na internet, aqui vai uma definição de placebo:

Um placebo (do latim placebo, que significa “agradarei”)[2] é um fármaco, terapia ou procedimento inerte, que apresenta, no entanto, efeitos terapêuticos devido aos efeitos psicológicos da crença do paciente de que ele está a ser tratado.[3] (https://pt.wikipedia.org/wiki/Placebo).

Sobre o autor

Ailton Amélio é psicólogo clínico, doutor em Psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP (1985 - 2014). Autor dos livros "Relacionamento amoroso" (Publifolha), "Para viver um grande amor" (Editora Gente) e "O mapa do amor" (Editora Gente).

Sobre o blog

Um blog sobre relacionamento amoroso e comunicação interpessoal.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.title}}

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 
Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Topo